A economia está passando por mudanças numa velocidade impressionante, causada principalmente pela quarta revolução industrial, internet das coisas, big data, data science, inteligência artificial, computação em nuvem, machine learning e simulação avançada. Esse é só um pequeno conjunto de tecnologias disponíveis hoje, mas quem vai avaliar, escolher e implantar essas tecnologias?

Segundo o relatório “The Future of Jobs Report”, foram identificadas várias competências essenciais para o nosso futuro. Entre elas, ganham destaque, habilidades para resolver problemas complexos, inovação, e pensamento crítico e analítico, fundamentais para garantirem que acompanhemos as transformações previstas para os próximos anos.

Capacidade analítica e de soluções de problemas complexos foi o que levou o engenheiro Carlos Alvarenga a fazer um mestrado como meio de desenvolver essas habilidades tão demandadas por empresas como a sua, uma multinacional de origem japonesa onde ele é diretor de divisão. “O aprendizado do mestrado me auxilia através do aumento na performance em lidar com os problemas advindos de atividades industriais com forte rigor científico. Por meio da geração de novos conhecimentos e desenvolvimento de tecnologias, sou capaz de intervir nos processos industriais visando o aumento de produtividade e qualidade do produto final com a utilização racional dos recursos”.

Segundo Rubens Prata, CEO da Stato Consultoria de RH, a realização de um programa de mestrado é a porta de entrada para os profissionais que querem obter essas competências. “Em um mundo de respostas rápidas e vazias, opiniões formadas sem base clara e confiável e apoiada em expoentes midiáticos, empresas em geral vêm sofrendo na seleção e contratação de profissionais sólidos e consistentes. No mestrado, a metodologia científica apresentada para o desenvolvimento dos temas requer raciocínio lógico e estruturado, o que, no mundo atual, é uma das competências mais ambicionadas pelas empresas. É o que as organizações simplificam como a capacidade de se comunicar clara e objetivamente, criar storytelling. Este diferencial somente o mestrado é capaz de criar”, explica o especialista.

A metodologia científica foi também o caminho encontrado por Delmer Cesario, gerente de vendas na Comau do Brasil, para solucionar problemas práticos com os quais ele se deparava. “Minha dissertação foi feita em cima de um problema acrítico dentro da gestão operacional de uma indústria. Problemas que eu enfrento até hoje. Por isso eu falo que é do interesse da empresa estar promovendo o mestrado. Mostra que qualquer empresa pode aplicar a ideia dessa pesquisa que foi desenvolvida”, aponta o engenheiro.

Sobre o futuro e a valorização das empresas por profissionais com o título de mestre, Rubens Prata é enfático: “Empresas são quase sempre as direcionadoras de carreiras e focos de estudos. Elas apontam a direção de seus negócios e os profissionais entendem e buscam a competência necessária para liderar e fazer parte desse futuro. Pela primeira vez eu vejo as academias se antecipando aos negócios e formando profissionais antes que as empresas pudessem ‘decidir’ por esta direção. Para mim, essa é a grande virada para a construção do desenvolvimento humano, ou seja, os centros de estudos não estarem a reboque dos negócios, mas sim, serem os propulsores do desenvolvimento, papel inegável da educação. Em pouco tempo as empresas reconhecerão tal diferencial e este ‘diferencial’ será exigência, requisito de acesso aos empregos futuros”, finaliza.

História semelhante é a de Jacqueline Portella, atualmente diretora-executiva do Hospital de Olhos – Dr. Ricardo Guimarães. O mestrado em Engenharia e Gestão de Processos e Sistemas proporcionou a Jacqueline uma nova visão sobre a teoria aliada a prática: “Agora eu encontrei um caminho para que eu possa aprofundar mais, me encantei com o curso, aprendi muitas coisas, aplico muitas delas no meu dia a dia, aplico aqui na CSC, Centro de Serviço Compartilhado, onde administro 30 empresas, aplico no hospital, aprendi conceitos no mestrado que são de grande valia.” E continua,  “Eu consegui aprender e transferir isso para o meu dia a dia, levar isso para minha equipe, então isso que é gratificante, eu consigo tirar do acadêmico para a realidade, o que me encantou no mestrado é que eu conseguir levar o que tava ali dentro de sala para o meu trabalho”.

Segundo o engenheiro Ronaldo Gusmão, Presidente do Ietec – Instituto de Educação Tecnológica, o caminho para as empresas se tornarem preparadas para essa nova realidade é desenvolver pessoas com as competências demandadas neste novo cenário e capacitá-las para modelar soluções que elevem a competitividade em suas empresas.  “Nós acreditamos que programas robustos de formação de competências são a melhor alternativa para garantir melhores resultados com as pessoas. Um programa de mestrado em engenharia e gestão de processos e sistemas é uma das soluções para transformar os profissionais em pessoas mais inovadoras.”