Em 1º dezembro de 2019, uma doença fazia suas primeiras vítimas do outro lado do mundo – mais precisamente na cidade de Wuhan, na China – e dava início à maior crise sanitária global enfrentada desde 1917.

Junto com sintomas que podem se transformar em uma forma de uma síndrome respiratória aguda grave, letal em cerca de 5% dos casos, um novo tipo de coronavírus arrasta consigo também a economia.

Desconhecendo fronteiras, sistemas políticos, guerras, tratados comerciais, etnias ou classes sociais, por onde se expande a doença, agora batizada Covid-19, impõe aos mais sensatos o distanciamento social e a paralisação de quase todas as cadeias produtivas, independentemente dos seus setores ou portes.

O Banco Mundial já cravou uma grave recessão para o mundo em 2021. A previsão, até agora, é de uma diminuição no Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 3%. Para a América Latina e Caribe (excetuando a Venezuela), o resultado deve ser ainda pior, -4,3%. E, para o Brasil, que já enfrentava uma grave e resistente crise econômica desde meados de 2014, a previsão é sombria: retrocesso de 5% no PIB em relação a 2019.

Quebra de paradigmas – Contingentes populacionais gigantescos em quarentena levaram à desmaterialização da produção e à digitalização do consumo em massa, entre outras muitas consequências.

Em níveis globais tudo isso faz surgir ou, talvez, acelerar o aparecimento de um admirável mundo novo. E o que se apresenta a todos nós, pobres e ricos, empresas transnacionais e comércios locais, nações líderes e países esquecidos pela orquestração internacional, agora e em um futuro muito próximo seria o “Novo Normal?”

Tentar captar as mudanças que já se tornaram permanentes, as tendências mais relevantes e, especialmente, refletir sobre como nos preparar – poder público, setor produtivo e sociedade civil – para o pós-Covid-19, é a missão de especialistas e estudiosos espalhados pelo mundo inteiro.

Autoria: Diário do Comércio