Apesar da instabilidade vivenciada nos últimos meses, o cenário nacional começa a mostrar indícios de possíveis melhorias que refletem diretamente no setor industrial. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o faturamento do setor, em janeiro deste ano, obteve um aumento significativo de 1,5% em relação a dezembro de 2019. Além disso, a utilização da capacidade instalada também foi ampliada, chegando a 78%. Apesar do ambiente ainda estar reaquecendo, muitos profissionais conseguem angariar novas oportunidades, fazendo valer de suas experiências e conhecimentos como base para auxiliarem as empresas na superação dos desafios atuais. Dentre eles:

  1. Adequar seus custos à realidade, seja através da eliminação de desperdícios, da melhoria contínua dos processos e até mesmo da automação, sem deixar de lado a qualificação da mão de obra..
  2. Procurar ganhar mercado de seus concorrentes, seja através de ofertas mais atraentes para os clientes ou através de inovações em seus produtos e formas de comercialização.

Para ampliar a competitividade na indústria, novas habilidades passam a ser exigidas de seus colaboradores. Busca-se profissionais com visão empreendedora, que sejam capazes de trazer ideias inovadoras, promover a melhoria contínua, identificar desperdícios, orientar-se para as necessidades dos clientes e atuar em diferentes funções, suprindo as necessidades da empresa e reduzindo custos sem causar danos ao atendimento e à qualidade final.

“O profissional moderno deve buscar equilibrar um mix de competências técnicas e comportamentais para um bom desempenho. Dentre as habilidades necessárias nesse novo ambiente são destacáveis a comunicação interpessoal, liderança, visão holística ou estratégica e os conhecimentos gerencial, político e organizacional” enfatiza José Fernando Pereira Júnior, Program Manager na Yazaki Mercosul.

O Gerente Industrial, Alexandre Duarte, pós-graduado em Engenharia de Processos Industriais pelo Ietec, destaca a necessidade da qualificação profissional para desenvolver essas habilidades, o que deve ser feito a partir da renovação constante do conhecimento, bem como da interligação desses com a prática, com o dia a dia. Para que isso ocorra, ele aponta a importância de estudar em uma instituição que permita a troca de experiências com docentes altamente qualificados e que tenham experiência prática dos conceitos que ensinam.

“Nossa empresa (Nazinha Produtos Alimentícios) vem passando por um crescimento e por enorme processo de aumento de qualificação profissional. Como tenho formação jurídica mas atuo como Gerente Industrial, vi a necessidade de buscar mais conhecimento relacionado à área e, no Ietec, encontrei a resposta para inúmeras perguntas que não conseguia responder” explica Alexandre.

Outra habilidade que merece destaque neste momento pelo qual as indústrias passam diz respeito à capacidade dos profissionais em estabelecerem uma boa rede de relacionamentos. Essa rede deve ter uma função dupla. Ela tanto deve servir para que haja uma troca de experiências e melhores práticas entre profissionais e empresas, bem como deve servir para abrir as portas para novas oportunidades de trabalho.

Enquanto cursava a pós-graduação, a empresa de Alexandre passava por um período de expansão. Ele aproveitou o momento para completar seu quadro de profissionais, indicando um colega de classe para uma vaga em sua empresa. Esse fato reflete a relevância do networking acadêmico.

Se o mercado mudou, os profissionais também devem evoluir para conseguirem atender às demandas e tendências atuais. E, para aqueles que buscam o reconhecimento profissional, investir em qualificação é essencial para desenvolver sua carreira. “Profissionais devidamente capacitados desenham ou melhoram processos, tecnologia, e/ou infraestrutura para dar suporte ao gerenciamento efetivo dos produtos, processos e serviços da organização”, explica José Fernando.

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