O mundo não é mais o mesmo. Há alguns anos, caminhar com um telefone no bolso capaz de fazer ligações e se comunicar com pessoas em qualquer lugar do mundo, instantaneamente, era algo apenas para ficção científica. Hoje isso é uma realidade.

Todos os campos da nossa vida foram impactados. A inovação na educação, por exemplo, inseriu ferramentas tecnológicas e novas metodologias que mudaram — e estão mudando — completamente os tradicionais métodos de ensino.

Os professores e profissionais dessa área estão cada vez mais se adaptando e aderindo aos novos métodos, dando sinais de que a inovação no setor educacional é mesmo um caminho sem volta. Ficou curioso para descobrir que mudanças e novidades tão profundas são essas? Então, continue a leitura!

Uso do ambiente online

Tablets, smartphones e laptops estão continuamente se integrando ao ambiente da sala de aula. Os professores, então, usam o potencial desses aparelhos como verdadeiros instrumentos catalisadores de conhecimento, inserindo-os no contexto do aprendizado de forma natural.

As principais redes sociais — Facebook, Instagram e Twitter — também estão entre as ferramentas adotadas para explorar imagens e ideias criativas.

Até mesmo parte da transmissão do conhecimento vem sendo feito em ambiente online, seja por meio da disponibilização de exercícios, e-books ou conteúdos extracurriculares via plataformas digitais, seja pela transmissão de conteúdo pela web — webinários ou vídeo-aulas — ou por cursos totalmente a distância.

Apropriação da gamificação

A gamificação nada mais é que a utilização dos elementos de jogos para engajar pessoas a alcançar algum objetivo.

No campo educacional, a técnica vem sendo implementada com sucesso. Os professores têm utilizado elementos de jogos, trazendo desafios ou missões para seus os alunos, alimentando os seus espíritos investigativos e fomentando a cultura e o conhecimento.

Outra forma de utilizar a gamificação no ambiente educacional é com a utilização de personagens ou avatares, de modo que os estudantes participam de desafios ou superam obstáculos envolvendo o assunto abordado.

Prêmios ou incentivos oferecidos aos aprendizes como parte da tarefa, os quais também fazem parte dos elementos de jogos, fazem bastante sucesso em sala de aula.

Utilização do design thinking

O design thinking não é um método ou uma técnica específica. Na verdade, ela compreende uma forma de abordagem, ou seja, a maneira como alguém visualiza e soluciona uma determinada situação.

A ideia por trás desse conceito é a de que os problemas são resolvidos por meio do “olhar de design” — geralmente, um profissional bastante criativo —, de modo que a solução surge com dinamismo e inovação. Ela abrange basicamente cinco passos:

  • descoberta: compreende a imersão no problema. Nessa fase, realizam-se entrevistas, onde será possível o contato direto com as pessoas que sofrem com aquele determinado problema, gerando empatia e aumentando as chances de se alcançar uma boa solução;
  • interpretação: abrange a reflexão sobre os pontos levantados;
  • idealização: aqui são pensadas as possíveis soluções para o caso. Brainstormings são úteis para elencar o maior número possível de opções;
  • experimentação: aqui as ideias mais interessantes são selecionadas e postas em prática por meio de protótipos;
  • evolução: com o feedback da fase anterior, é possível adequar a solução dada, deixando-a ainda mais adequada ao caso.

Esse tipo de abordagem também vem se estabelecendo como uma ótima estratégia para uso em sala de aula. Uma desvantagem, entretanto, é que ela requer total envolvimento e engajamento por parte dos alunos, sob pena das soluções propostas não serem as mais adequadas.

Uso do just in time education

Just in time é um termo muito utilizado no ambiente da produção e significa gerar bens exatamente no momento em que eles são requeridos.

Trazer esse conceito para o meio educacional significa adotar uma metodologia na qual a educação seja voltada para as necessidades do momento.

Isso quer dizer que pouco importa fornecer ao estudante cursos e especializações sobre diversos conteúdos ao longo do tempo. Se esse conteúdo não for aplicável a sua rotina de trabalho, ele não será utilizado e se perderá com o tempo.

Com esse enfoque, a educação deve se basear na modularidade, ou seja, os conhecimentos devem ser transferidos por meio de módulos e que as aprendizagens sejam necessárias naquele exato momento da vida do estudante. A técnica também é muito utilizada na educação corporativa.

Educação do tipo learning by doing

A tradução literal do termo diz tudo sobre o método: aprender fazendo. Essa é a base da metodologia que considera que um aprendizado consistente se dá, necessariamente, pela prática.

Na verdade, essa é a nomenclatura para uma prática já utilizada por algumas instituições de ensino que preconizam que o aprendizado deve ser construído por meio de vivências práticas e não somente coletivas.

A grande chave do learning by doing é considerar que os conhecimentos e habilidades de uma pessoa — ou estudante — foram construídas por ela própria, fazendo e vivenciando.

Nada mais natural, então, que trazer essa máxima para o ambiente educacional, fazendo com que o aluno compartilhe e adquira conhecimento colocando a mão na massa.

Aprendizado pela lógica nano-learning

Essa corrente de ensino considera que o cérebro precisa passar, praticamente, por uma espécie de atividade aeróbica. Em outras palavras, para que o conhecimento seja consolidado, é preciso focar a formação em cursos e aulas de alta intensidade e curta duração.

Apesar de se ser uma metodologia relativamente nova, ela vem sendo largamente utilizada, principalmente, em cursos de qualificação profissional, como MBA e especialização.

Parece que aquelas tradicionais e cansativas aulas teóricas, puramente expositivas, estão com os dias contados, não é mesmo? Com tantas novidades e possibilidades, o processo da aprendizagem está mesmo passando por uma revolução.

O mais importante é estar por dentro dessas inovações e tecnologias educacionais e aberto a novas possibilidades, já que tudo leva a crer que o futuro da educação parece mesmo apontar para um sistema híbrido de ensino, em que os métodos tradicionais, certamente, terão que conviver com ferramentas e recursos tecnológicos.

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